Despacho n.º 17169/2011 revoga o documento Currículo Nacional do Ensino Básico — Competências Essenciais

Publicado em diário da república Despacho n.º 17169/2011, que revoga o documento Currículo Nacional do Ensino Básico — Competências Essenciais, divulgado em 2001.

Tal como prometido aquando da apresentação da proposta de Revisão da Estrutura Curricular, o Ministro da Educação e Ciência professor doutor Nuno Crato referiu que suspenderia o documento das competências essenciais. Repetiu várias vezes que este documento deixaria de constituir um documento orientador da política oficial do Ministério da Educação e Ciência.

As Metas Educativas que deixam de opcionais e passam a ser vinculativas. No entanto a próprias metas serão afinadas/reformuladas.

Como não é possível reformular todos os documentos onde são referidas as competências de uma vez só. Nos documento e normativos nos quais são referidas deverão ser consideradas opcionais.

Foi hoje publicado em diário da república Despacho n.º 17169/2011, 23 de Dezembro de 2011. A ter em conta deste despacho “ Desta forma, o desenvolvimento do ensino em cada disciplina curricular será referenciado pelos objectivos curriculares e conteúdos de cada programa oficial e pelas metas de aprendizagem de cada disciplina”.
a) O documento Currículo Nacional do Ensino Básico — Competências Essenciais deixa de constituir documento orientador do Ensino Básico em Portugal;

b) As orientações curriculares desse documento deixam de constituir referência para os documentos oficiais do Ministério da Educação e Ciência, nomeadamente para os programas, metas de aprendizagem, provas e exames nacionais;

c) Os programas existentes e os seus auxiliares constituem documentos orientadores do ensino, mas as referências que neles se encontram a conceitos do documento Currículo Nacional do Ensino Básico — Competências Essenciais deixam de ser interpretados à luz do que nele é exposto;

d) Os serviços competentes do Ministério de Educação e Ciência, através da Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário, irão elaborar documentos clarificadores das prioridades nos conteúdos fundamentais dos programas; esses documentos constituirão metas curriculares a serem apresentadas à comunidade educativa, e serão objecto de discussão pública prévia à sua aprovação.

Dia majestoso, perdão ministerial …

Ontem, o dia foi majestoso, perdão ministerial ou os dois quem sabe, e hoje apetece-me brincar com isto.
Comecei o dia com despachos ministeriais, que nas condições atuais, até me agradaram e pelo menos há decisões.

Depois saiu a revista PROFFORMA (http://cefopna.edu.pt/revista/revista_04.htm) na qual tenho o artigo – A metodologia blended-learning como mais uma alternativa na formação contínua de professores. – a mesma revista, na qual o destaque vai para a entrevista com o novo “Homem do Leme” do MEC, nem mais, nem menos -Nuno Crato. Claro que, um dia majestoso e ministerial não podia ficar por aqui.

À noite, aceitando o convite/desafio das comemorações dos 40 anos da Escola Álvaro Velho num ambiente quinhentista majestoso! E lá estava o ministerial de novo, mas desta vez, não em despacho, mas sim presencialmente – o Secretário de Estado João Casanova.
Continuo sem saber se o dia foi majestoso ou ministerial, mas sei que foi longo, muito longo e saboroso.


“Os projectos devem prosseguir, mas no âmbito das disciplinas existentes”

Moi, je suis apologista da Metodologia de Trabalho de PROJECTO. Escrevi sobre ela, implementei-a vezes sem conta, avaliei-a, partilhei-a em seminários e conferências e aulas abertas da Profissionalização em Serviço na didáctica de informática, enfim ….para confirmar esta afirmação basta fazer uma pesquisa na Internet.

MAS ESTOU COMPLETAMENTE DE ACORDO com a equipa ministerial “Os projectos devem prosseguir, mas no âmbito das disciplinas existentes” . A meu ver só assim faz sentido, ligados aos conteúdos e às temáticas a tratar, sempre que possível contextualizados.

Sempre fui defensora da sua aplicação com rigor e não como mais um trabalhito de grupo no qual se ultrapassam as fases mais chatas.

Para mim faz sentido “embebida” nas disciplinas como explica Castro, L e Ricardo, M (1993), pois todas as disciplinas têm  espaço para  o NÚCLEO DURO dos seus saberes científicos e espaço próprio de acção, pode ser dirigido para projectos.

integração no currículo

Uma actividade, um projecto não pode surgir assim do nada, tem de haver trabalho sobre os conteúdos a abordar antes, que se prevê sejam consolidados na actividade e promover a reflexão e avaliação posteriormente. Estas têm sempre espaço e lugar na escola e no currículo basta o professor “querer, saber e poder” (Cit. Matias Alves).

Nos últimos anos, talvez sim /talvez não fruto desta coisa a que chamaram as “evidências” multiplicaram-se nas escolas actividades em qualquer ligação ao currículo.  A que alguns chamaram a folclorização da escola.

Dar tempo ao novo Ministro da Educação

É necessário dar tempo ao novo Ministro da Educação, eu dou-lhe o benefício da dúvida, enquanto não tiver evidências em contrário, não o vou julgar antes de agir.
Os professores estão preocupados e com motivos para isso, porque fomos muito mal tratados nos últimos anos, estamos magoados e desconfiados. Mas ainda nem sequer se conhecem os Secretários de Estado que terão muito a dizer, uma vez que o Ministério alargou o âmbito de acção, a sua responsabilidade será ainda maior.
Uma situação é dizer umas coisas enquanto convidado de eventos, outra são as decisões enquanto Ministro da Educação, posição que exige ponderação e responsabilidade. É com as escolas, direcções, professores e alunos que se deve planear a educação, não com as televisões, jornais, blogues, etc…

- Tem um Programa da Troika para implementar e portanto a gestão dos recursos não será nada fácil.

- Não se deve precipitar a mudar tudo apressadamente. Há contudo, algumas situações importantes para implementar o ano lectivo que já está aí à porta. O resto deve ser ponderado com tempo, espaço, reflexão e serenidade. Se possível voltar à fase em que se experimentavam as situações mais delicadas num grupo de escolas e só depois se alargavam já com as alterações das vantagens e desvantagens evidenciadas nos grupos experimentais.

- A escola enquanto instrutora não me agrada, prefiro a escola que educa, que não se centra só nos conteúdos, mas também nos processos, não descurando os conteúdos obviamente, mas que também é mais humana, na qual os professores dão atenção aos alunos.

- O futuro  Ministro da Educação parece ter algumas ideias muito vincadas, mas não é o único, há muitos opinadores televisivos e afins assim. Ter ideias não me parece nada mal, bem pior é não ter ideias. Mas só depois estudar os dossiers, ouvir as pessoas, conhecer a legislação é que poderá decidir as melhor opções dentro do possível.

- Há um conjunto de linhas orientadoras da União Europeia às quais não poderemos fugir, até podíamos, porque são orientadoras, mas não estamos em condições financeiras para disso, por exemplo:
“EF 2020”
“agenda digital”
“metas 2015”
…. mais uma série delas,  se não as seguirmos não conseguiremos os financiamentos de que precisamos.
Claro  que depois há opções específicas para as implementar com mais ou menos rigor, com menos eventos publicitários e sim mais sessões formativas viradas para dentro do sistema com as direcções, com os professores, etc… realizadas nas próprias escolas e não em locais caríssimos. A acção importante é juntos dos intervenientes educativos e não para as televisões.

Modelos Organizacionais

“Há hoje três grandes domínios do saber que, pelo seu caráter transversal, fortemente transformador e estruturante, moldam o nosso presente e próximo futuro: as Tecnologias da Informação e da Comunicação, as Tecnologias da vida e as Disciplinas da Organização e da Gestão.

…Perante os progressos,  recorrer aos paradigmas do passado para gerir as grandes organizações do presente e do futuro é hoje tão primitivo e absurdo como dispensar o uso de computadores ou dos telemóveis ou o acesso à Internet numa organização moderna.”

António Dias de Figueiredo; Educação, Tecnologias e espírito do tempo, Noesis Julho/Setembro 08.

Os Caminhos

(…)os caminhos são nossos e não são nossos, tal como nós, habituais transeuntes, somos dos caminhos e não somos.O mais importante é outra coisa: é o caminho nunca mais acabar, ou se acabar começar outro; crescem sempre mais e mais,até ao horizonte e ainda para além (…)

(“Os caminhos caminham” in:”Meio conto”-Jorge Listopad)

Comentário Crítico “Como um espelho – Avaliação qualitativa das escolas”

Comentário Crítico ao texto:

SANTOS GUERRA, Miguel Ángel (2002). Como um espelho – Avaliação qualitativa das escolas, in Azevedo, Joaquim (org.) AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS – Consensos e Divergências, Porto: Asa, pp.11-31.

TAREFA: Comentário Crítico

IDEIA PRINCIPAL: A avaliação reflecte a realidade das escolas e permite que os protagonistas se vejam com clareza e rigor.

Dissociamos esta ideia em três alíneas:

  1. Abrangência do conceito de avaliação proposta
  2. Origem da decisão de avaliar
  3. Aspectos a considerar no desenvolvimento do processo

PALAVRAS-CHAVE: Avaliação; escola; compreensão; reflexão; mudança; decisão; melhorar práticas.

RESUMO:

Na perspectiva do autor avaliar as escolas com rigor implica conhecer a especial natureza e configuração que elas têm, tendo em conta o meio envolvente e a suas características específicas. As escolas devem impor a si próprias, formas de reflexão sistemática e rigorosa, sobre os projectos, de forma a saberem de onde partiram, onde estão e para onde pretendem seguir. Desenvolver os projectos, deixando-os ao acaso, sem que se questionem sobre qual o caminho que percorreram, os efeitos que produziram e que objectivos foram atingidos, conduz a uma avaliação dos resultados, desvalorizando todo o processo, podendo levar a conclusões distorcidas.

A avaliação deverá propiciar a compreensão necessária para garantir rectificações e despoletar a mudança. A reflexão que um juízo fundamentado exige leva à compreensão da natureza e do sentido das práticas educativas, e permite a modificação das normas de comportamento, das atitudes e das concepções que se têm sobre elas.

O texto mostra-nos o entendimento do autor sobre o âmbito do conceito de avaliação, no qual compreende uma avaliação contextualizada, que tem em conta os processos e não apenas os resultados, uma avaliação na qual são proporcionadas condições de liberdade de opinião, recorrendo a diversos métodos de análise, considerando que a escola é uma realidade complexa, na qual se desenvolve a actividade educativa num sentido mais amplo e social.

Na opinião do autor a avaliação não deve ter como finalidade emitir juízos definitivos, nem deixar-se arrastar pela mística dos números. O autor releva a importância da decisão em comparação com a origem da iniciativa de implementar a avaliação, dispondo uma sequência de possibilidades, do menor para o maior poder educativo. Salientando como opção mais rica a iniciativa de avaliação desenvolvida a partir do interior da escola, na qual são incluídos alguns facilitadores externos, cuja finalidade principal é conhecer, compreender e reflectir, tendo em conta diferentes perspectivas, com vista à melhoria da prática educativa.

O autor considera que a avaliação deve ser um processo planeado, pois exige que se conheçam as principais características da escola tais como: a dimensão, tipo, situação no terreno, níveis, configuração da planta, história recente, organização dos alunos, entre outros, de forma a poder-se constituir uma equipa, definir as questões de partida, planear a duração das várias fases, as técnicas e métodos mais adequadas para recolha de dados, bem como a entrega de relatórios informativos.

Implicar os elementos que integram a comunidade educativa no processo, cuja finalidade compreenderam à partida, na opinião do autor, poderá facilitar o desenvolvimento da avaliação. O foco de avaliação deve centrar-se no funcionamento holístico da escola e não em indicadores apreendidos de forma isolada. O texto realça também a importância da triangulação dos dados para analisar as discrepâncias, de forma que façam sentido. Por fim, relata os constrangimentos de redigir os relatórios de forma perceptível e negociável.

pesquei aqui!

COMENTÁRIO:

O texto é uma elocução sobre motivos que justificam a necessidade de promover uma cultura de avaliação nas escolas, pois a única que é realizada de modo sistemático está relacionada com a avaliação das aprendizagens dos alunos.

a. Abrangência do conceito de avaliação proposta

A abordagem do autor salienta a necessidade e a exigência de desenvolver uma cultura de planeamento de gestão, de uma escola, num processo sistemático de reflexão e análise sobre o seu próprio desempenho e funcionamento, ou seja em práticas regulares e contínuas de avaliação interna. Esta avaliação deve ter em conta o contexto no qual a escola se insere, pois a caracterização do meio pode evidenciar indicadores que influenciam o nível de conhecimentos, a motivação e a predisposição dos alunos face à escola, tal como não pode ser desprovida da caracterização dos espaços físicos, condições tecnológicas, forma de organização, recursos humanos, ambiente na escola, actividades pedagógicas e projectos, pois constituem especificidades que a tornam única.

A perspectiva de avaliação defendida pelo autor pode ser uma oportunidade para que as escolas se conheçam e a partir daí desenvolvam a capacidade de provocar alterações, com base nas experiências do passado e do presente, resolvam com criatividade os seus problemas ou seja, devem analisar e reflectir sobre os seus êxitos e fracassos, para daí retirar ensinamentos determinantes para o processo de mudança, uma vez que implica necessariamente responsabilização e em simultâneo a prestação de contas.

O autor é crítico da visão simplista da avaliação baseada nos resultados dos alunos, apenas alicerçada em números e estatísticas, à semelhança dos rankings, ainda que elaborados no interior da escola, pois são apresentados como resultados descontextualizados, que distorcem a realidade da escola.

b. Origem da decisão de avaliar

Até há pouco tempo, em Portugal, não eram conhecidos, muitos casos de práticas de auto-avaliação nas escolas. Nos últimos anos têm surgido alguns casos, nos quais a origem despontou, mais por imposição e pressão superior e para cumprimento dos normativos em vigor, no âmbito dos quais a oportunidade criada tem sido “agarrada” de diversas formas e perspectivas. Umas escolas limitam-se a cumprir os normativos, outras aproveitam esta possibilidade como um trampolim para a mudança.

Na opinião do autor, a qual subscrevo, a prescrição/imposição, não é a via mais adequada, no entanto, penso que é vantajoso e legítimo que sejam definidos normativos com indicadores, com o intuito de facilitar o processo, mas que considerem o espaço suficiente para que a escola possa conduzir o processo, com as devidas adaptações e especificidades. A situação ideal seria que a decisão de avaliar surgisse no seio da escola e que fossem envolvidos e ouvidos todos os intervenientes, de forma a que fosse um processo aceite, sentido e assumido pela comunidade escolar, como um instrumento de gestão, com vista à tomada de decisão e melhoria de práticas. Mas é legítimo que se o processo não é despoletado pela escola, seja pressionada externamente, mesmo correndo o risco de os resultados e as transformações não atingirem as mesmas proporções. A escola, enquanto organização, tem de pensar-se a si mesmo, mudando e aprendendo no seu interior, com a sua própria experiência, não por imposição ou prescrição, pois quando o processo é imposto pode ser entendido como uma ameaça pelos intervenientes.

b. Aspectos a considerar no desenvolvimento do processo

O autor aborda neste sub-ponto os aspectos que, no seu entender, são fundamentais no desenvolvimento do processo, desde o planeamento, duração, selecção de métodos e técnicas, implicação dos diferentes intervenientes, negociação, focos de avaliação, triangulação de dados e redacção dos relatórios.

O texto salienta a importância do planeamento do processo, pois é fundamental a definição clara dos objectivos que se pretendem atingir, do objecto e áreas (organização, instalações, actividades, etc…) de avaliação sobre as quais vai incidir, das dimensões de avaliação que irão ser privilegiadas, de modo que isso se traduz na identificação e selecção das técnicas e criação instrumentos e indicadores adequados ao contexto, a utilizar durante a fase de recolha e análise de dados. Assegurando a participação activa no processo de todos aqueles que, dentro da escola, possam representar as diversas sensibilidades e pontos de vista sobre a sua qualidade, poderá ser um factor decisivo para o desenvolvimento do processo. O processo de avaliação deverá assentar numa atitude permanente de diálogo, de procura de consensos, de negociação entre as diferentes perspectivas existentes no seio da comunidade educativa, de interpretação crítica e aberta dos resultados obtidos.

O processo de avaliação nas escolas pode ser uma possibilidade para promover um maior envolvimento dos diversos actores na promoção de melhores práticas. Por isso, é tão importante a apropriação pelos elementos da comunidade educativa de uma cultura de avaliação. A sua ausência poderá aumentar o risco do processo de forma a que trabalho desenvolvido não tenha implicações significativas numa melhoria real e efectiva da qualidade oferecida pela escola. Por outro lado, corre-se o risco de confundir avaliação com recolha e tratamento de informação estatística, valorizando demasiado a análise estatística dos resultados e descurando os processos, recursos, objectivos, actividades entre outros factores. Pois a análise estatística não reflecte a dimensão humana, as condições de aprendizagem, o meio social em que os alunos estão inseridos e também as actividades experimentais, entre muitos outros.

IV Encontro

Durante os dias 30 e 31 de Janeiro em Sintra decorreu o IV encontro de professores a Escola no Mundo e o Mundo na Escola.

Adorei rever alguns amigos(as) e conhecer novos(as) companheiros(as) de desafios, apesar do longa lista de tarefas, foi delicioso este encontro.

A minha apresentação

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Programa

IV - Encontro"Escola no Mundo e o Mundo na Escola"

Dia de Reflexão

Quando guri, eu tinha de me calar à mesa: só os grandes falavam. Agora, tenho de ficar calado para que as crianças falem. - Mário Quintana

“Posso não concordar com todas as palavras que tu dizes, mas defenderei até o fim o teu direito de dizê-las.”
(Voltaire)

Hoje decidi fazer um jogo de papéis, na minha turma do profissional de multimédia. Nas duas disciplinas que lecciono já temos em conjunto, aproximadamente 150 tempos lectivos, por isso, pensei, está na altura de parar para reflectir. É um processo natural, imagino que quando passamos muito tempo com a mesma turma, vivenciamos fases de maior saturação. Então de vez em quando é preciso para pensar, reflectir, dialogar e ouvir.

Assim, preparei os materiais necessários, quando entraram os alunos encontraram uma projecção que lhes dia apenas, NÃO LIGAR OS PC’s”, em letras grandes. De repente gerou-se um clima de mistério no ar. Numa aula de TIC, o que será que vai acontecer????, será que vamos ter teste?…, vamos ter aula teórica.  Depois de alguns minutos a tentarem resolver o enigma, expliquei-lhes então, que hoje era o dia de eles falarem, a professora apenas iria ouvir o que tinham para dizer e orientar o processo.

Dinâmica de Grupo

Tarefa 1: Individual (5 minutos)

Cada um vai escrever no papel, sem colocar identificação, relativamente às disciplinas de SI e TIC…

Tarefa 2: Formar grupos de 4 elementos (15 minutos)

  1. -Tirar 4 papelinhos
  2. -Reflectir e discutir os 4 comentários em grupo.
  3. - Escolher 1 porta-voz para apresentar as conclusões.
  4. - Indicar o que gostariam que mudasse nas disciplinas de TIC e SI.

Tarefa 3: Apresentação das Conclusões

O porta-voz apresenta as conclusões de cada grupo e passa o novelo a outro elemento da turma que não seja porta-voz de qualquer grupo, para que comente.

1º desafio (individual) . descreva uma situação/regra que costuma cumprir/realizar de modo adequado à sala de aula.

Resumo das opiniões:

  • Entregar/realizar os trabalhos e tarefas indicadas no prazo definido – 12 respostas
  • Estar com atenção na aula – 2 respostas
  • Bom comportamento – 1 resposta
  • Não ir ao Hi5 – 1 resposta
  • Não comer dentro da sala de aula – 1 resposta
  • Ser Pontual -1 resposta
  • Falar ordenadamente e respeitar as opiniões dos outros – 1 resposta
  • Não fazer barulho – 1 resposta

2º desafio (grupo) . Descreva uma situação menos cumpre ou que menos se adequa à sala de aula.

  • Conversa/falar muito – 7 respostas
  • Atrasos /pontualidade – 4 respostas
  • Pesquisas paralelas que não interessam para a sala de aula –   hi5 – youtube …. – 2 respostas
  • Fazer barulho – 1 resposta
  • Ouvir musica – 1 resposta
  • Mascar Pastilhas -1 resposta
  • Jogar copas – 1 resposta
  • Ter momentos infelizes – 1 resposta

3º desafio (grupo) Descreve uma situação que não concordes/não farias numa sala de aula.

Nota: as situações acima referidas podem ser relativas às tarefas propostas ou em relação às atitudes e valores.

  • Responder mal ao professor – 5 respostas
  • Faltas de respeito – 2 respostas
  • Ir ao youtube  – 2 respostas
  • Desligar os computadores dos outros – 2 respostas
  • Macacadas –  1 resposta
  • Distrair os outros colegas – 1 resposta
  • Arrotar –  1 resposta
  • Palavrões – 1 resposta
  • Saltar pela janela – 1 resposta
  • Subir às mesas –  1 resposta
  • Nunca falaria com um colega por cima da voz do professor – 1 resposta

4º desafio (grupo) O que mudava nas disciplinas

  • Mais aulas com trabalhos de grupo.
  • Liberdade nas pesquisas.
  • A maioria não mudava nada.

Comentário dos grupos:

A maioria dos alunos entrega /realiza as actividades propostas no prazo definido, no entanto há algumas excepções.

Na realização das actividades práticas a conversa entre pares, desde que moderada não prejudica a aula, no entanto mencionaram que o comportamento podia ser melhor.

Assumiram que as pesquisas paralelas prejudicam a qualidade dos trabalhos.

Prometeram moderar os atrasos e melhorar a pontualidade.

Os grupos concluíram que eles próprios se orientam muitas vezes pelo provérbio – “Faz o que eu digo e não o que eu faço”.

Foram momentos muito importantes…

Sessão Escolar – Parlamento dos Jovens

Este ano estou com programa Parlamento dos Jovens 2010 – Ensino Básico.  Após dois meses de trabalho das turmas, que elaboraram as listas, fizeram os seus projectos de recomendação, divulgaram-nos na escola, procedemos a eleições para eleger os deputados para a sessão de escola, planeamos sessões de esclarecimento, no dia 14 de Janeiro decorreu a sessão escolar na qual foram apurados os alunos-deputados, para representarem a escola a nível distrital.

Foi um dia em cheio, um debate muito rico. Vale a pena ver os alunos assim empenhados.