Dar tempo ao novo Ministro da Educação

É necessário dar tempo ao novo Ministro da Educação, eu dou-lhe o benefício da dúvida, enquanto não tiver evidências em contrário, não o vou julgar antes de agir.
Os professores estão preocupados e com motivos para isso, porque fomos muito mal tratados nos últimos anos, estamos magoados e desconfiados. Mas ainda nem sequer se conhecem os Secretários de Estado que terão muito a dizer, uma vez que o Ministério alargou o âmbito de acção, a sua responsabilidade será ainda maior.
Uma situação é dizer umas coisas enquanto convidado de eventos, outra são as decisões enquanto Ministro da Educação, posição que exige ponderação e responsabilidade. É com as escolas, direcções, professores e alunos que se deve planear a educação, não com as televisões, jornais, blogues, etc…

- Tem um Programa da Troika para implementar e portanto a gestão dos recursos não será nada fácil.

- Não se deve precipitar a mudar tudo apressadamente. Há contudo, algumas situações importantes para implementar o ano lectivo que já está aí à porta. O resto deve ser ponderado com tempo, espaço, reflexão e serenidade. Se possível voltar à fase em que se experimentavam as situações mais delicadas num grupo de escolas e só depois se alargavam já com as alterações das vantagens e desvantagens evidenciadas nos grupos experimentais.

- A escola enquanto instrutora não me agrada, prefiro a escola que educa, que não se centra só nos conteúdos, mas também nos processos, não descurando os conteúdos obviamente, mas que também é mais humana, na qual os professores dão atenção aos alunos.

- O futuro  Ministro da Educação parece ter algumas ideias muito vincadas, mas não é o único, há muitos opinadores televisivos e afins assim. Ter ideias não me parece nada mal, bem pior é não ter ideias. Mas só depois estudar os dossiers, ouvir as pessoas, conhecer a legislação é que poderá decidir as melhor opções dentro do possível.

- Há um conjunto de linhas orientadoras da União Europeia às quais não poderemos fugir, até podíamos, porque são orientadoras, mas não estamos em condições financeiras para disso, por exemplo:
“EF 2020”
“agenda digital”
“metas 2015”
…. mais uma série delas,  se não as seguirmos não conseguiremos os financiamentos de que precisamos.
Claro  que depois há opções específicas para as implementar com mais ou menos rigor, com menos eventos publicitários e sim mais sessões formativas viradas para dentro do sistema com as direcções, com os professores, etc… realizadas nas próprias escolas e não em locais caríssimos. A acção importante é juntos dos intervenientes educativos e não para as televisões.

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